11 anos depois, homem será julgado por assassinato na Vila Zuque em Três Lagoas

Fórum de Três Lagoas (Foto: Albecyr Pedro)

B.B.M, apontado pelo Ministério Público como responsável pelo morte de Fabio Joel Pires será julgado pelo Júri popular nesta quarta-feira,6, em Três Lagoas. O crime ocorreu no dia 7 de maio de 2006 por volta das 17h30 na Rua Manoel Mendes, nº 1751, no bairro Vila Zuque.

B.B.M foi denunciado por homicídio e tentativa de homicídio contra três pessoas.

Narra a denúncia do MP que após uma briga inicial as vítimas estavam na casa de Dalvan quando o acusado e um adolescente apareceram com armas de fogo e efetuaram vários disparos em direção a todos. A ação deles matou Fabio Joel e somente não levaram as demais vítimas a óbito por circunstâncias alheias à vontade dos executores.

Segundo o MP, obedecido ao devido processo legal, recebeu-se a denúncia em 09 de março de 2009.O acusado foi citado por edital, determinando-se a produção antecipada de provas. Ouviram-se testemunhas e decretou-se a suspensão do processo e da prescrição.

Em 2015 determinou-se a realização de diligências para a localização do acusado, tendo o réu sido devidamente citado e apresentado sua Defesa Prévia. Depois de intimados para tanto, acusação e defesa não manifestaram interesse na produção de outras provas .O acusado foi interrogado.

Em alegações finais, pediu o Ministério Público a pronúncia nos exatos termos da denúncia, eis que comprovadas a materialidade e indícios de autoria delitiva.

A defesa, por seu turno, pediu a impronúncia do acusado por ausência de indícios suficientes de autoria e, subsidiariamente, o afastamento de das duas qualificadores insculpidas na denúncia.

Durante as investigações da Polícia Civil, o acusado B.B.V foi reconhecido pelas testemunhas como um dos autores dos disparos feitos em face de todas as vítimas.

Em seus depoimentos judiciais, muito tempo depois dos fatos – pois o acusado ficou por quase uma década em local incerto e não sabido – colhidos na audiência de instrução e julgamento realizada, as referidas testemunhas alteraram totalmente o teor de suas versões, declarando que não reconhecem B.B.V como autor dos disparos de arma de fogo .

Conforme bem argumentou o Ministério Público em suas alegações finais, tal mudança na narrativa é fruto do envolvimento de ambas as testemunhas com a prática de vários crimes, sendo suas intenções dar cumprimento a um velado código de conduta existente entre criminosos que veda a ocorrência de qualquer delação.

Tendo em vista que o acusado está respondendo ao processo em liberdade, não havendo motivos para custódia cautelar, assim poderá continuar até o julgamento, mesmo porque esta é a regra e, excepcionalmente, é que se admite a restrição da liberdade.

Fonte: hojemais.com.br